Mar 04,2023
61+
Saiba o que são, como surgem e o que pode fazer para as diminuir.
Tenho dores de costas e agora?
São várias as causas das dores de costas, bem como são várias as dúvidas que se levantam na presença delas.
Há várias medidas que se podem e devem tomar, umas mais correctas e mais eficazes, outras que não fazem sentido, podendo, até, ter um efeito negativo.
De seguida, vamos explicar o que são as dores de costas, como podem surgir e esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o tema.
O que são dores nas costas?
São dores na região da coluna vertebral, compreendida entre a base do crânio e o sacro (fundo das costas), envolvendo o pescoço e passando pela região dorsal (zona das omoplatas e costelas). Dependendo da região afectada, estas dores também podem ser denominadas como cervicalgia (pescoço), dorsalgia (dorsal) e lombalgia (fundo das costas). Sendo mais comuns as dores da cervical e da lombar.
Estas dores podem surgir repentinamente, ou instalar-se gradualmente, podendo uma dor ligeira, transformar-se subitamente numa dor muito forte e incapacitante.
Os principais sintomas são:
mecânica (pesos exagerados), más posturas mantidas durante muito tempo, ou stress.
Quando uma raiz nervosa, um nervo, ou um conjunto de nervos (plexo nervoso), sofrem alguma compressão, ora por uma estrutura muscular mais tensa, ora por um disco vertebral, ora por outra causa, a dor pode irradiar e manifestar-se noutro local do corpo. Normalmente, quando a compressão se dá ao nível da região lombar, a dor pode irradiar ao longo da perna (também conhecida como a dor ciática), podendo chegar ao pé, e quando ocorre na cervical, pode irradiar pelo ombro e braço, podendo chegar à mão. Isto acontece, porque o nervo (tal como um circuito elétrico), sendo responsável por inervar todo o membro, ao ser comprometido a montante, vai causar dor nos tecidos que contacta. O nível de dor, o percurso doloroso e os tecidos afectados, vão depender da intensidade e da região que esse nervo é comprimido.
Também é possível ter dor nas costas por uma alteração visceral (órgão interno). Quando existe uma disfunção, uma inflamação, ou uma lesão num órgão, esse problema pode provocar uma dor referida (dor sentida numa região corporal diferente da que provoca a dor). Isto acontece porque os terminais nervosos situados nos órgãos e responsáveis por transmitir a dor partilham vias neurais de outras regiões corporais e isso faz com que a dor possa ser sentida ou percepcionada noutra região. Por isso, é comum as pessoas dizerem que têm dores nos rins, quando sentem dores lombares, ou dores pulmonares, quando têm dores dorsais. Felizmente, estes são casos pouco comuns.
A saúde mental e emocional, ou a falta dela, é outro factor que parece ter uma relação directa com o surgimento das dores de costas, principalmente a lombalgia e a cervicalgia. O excesso d
e Stress ou a exposição prolongada ao mesmo, criam na mente humana uma sensação de ameaça, percepcionada como uma ameaça à vida, em tudo semelhante a uma ameaça física, como se estivéssemos a fugir de um leão na Savana Africana. Esse estado mental, influencia o estado interno, criando uma resposta fisiológica conhecida como resposta de luta ou fuga. Esta resposta visa a sobrevivência do indivíduo, preparando-o para lutar pela vida, ou fugir da situação potencialmente perigosa.
De entre as várias adaptações fisiológicas, podem salientar-se as seguintes:
Há várias medidas que se podem e devem tomar, umas mais correctas e mais eficazes, outras que não fazem sentido, podendo, até, ter um efeito negativo.
De seguida, vamos explicar o que são as dores de costas, como podem surgir e esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o tema.
O que são dores nas costas?
São dores na região da coluna vertebral, compreendida entre a base do crânio e o sacro (fundo das costas), envolvendo o pescoço e passando pela região dorsal (zona das omoplatas e costelas). Dependendo da região afectada, estas dores também podem ser denominadas como cervicalgia (pescoço), dorsalgia (dorsal) e lombalgia (fundo das costas). Sendo mais comuns as dores da cervical e da lombar.
Estas dores podem surgir repentinamente, ou instalar-se gradualmente, podendo uma dor ligeira, transformar-se subitamente numa dor muito forte e incapacitante.
Os principais sintomas são:
- dor local ou irradiada
- rigidez muscular (principalmente de manhã)
- dificuldade no movimento
mecânica (pesos exagerados), más posturas mantidas durante muito tempo, ou stress.
Quando uma raiz nervosa, um nervo, ou um conjunto de nervos (plexo nervoso), sofrem alguma compressão, ora por uma estrutura muscular mais tensa, ora por um disco vertebral, ora por outra causa, a dor pode irradiar e manifestar-se noutro local do corpo. Normalmente, quando a compressão se dá ao nível da região lombar, a dor pode irradiar ao longo da perna (também conhecida como a dor ciática), podendo chegar ao pé, e quando ocorre na cervical, pode irradiar pelo ombro e braço, podendo chegar à mão. Isto acontece, porque o nervo (tal como um circuito elétrico), sendo responsável por inervar todo o membro, ao ser comprometido a montante, vai causar dor nos tecidos que contacta. O nível de dor, o percurso doloroso e os tecidos afectados, vão depender da intensidade e da região que esse nervo é comprimido.
Também é possível ter dor nas costas por uma alteração visceral (órgão interno). Quando existe uma disfunção, uma inflamação, ou uma lesão num órgão, esse problema pode provocar uma dor referida (dor sentida numa região corporal diferente da que provoca a dor). Isto acontece porque os terminais nervosos situados nos órgãos e responsáveis por transmitir a dor partilham vias neurais de outras regiões corporais e isso faz com que a dor possa ser sentida ou percepcionada noutra região. Por isso, é comum as pessoas dizerem que têm dores nos rins, quando sentem dores lombares, ou dores pulmonares, quando têm dores dorsais. Felizmente, estes são casos pouco comuns.
A saúde mental e emocional, ou a falta dela, é outro factor que parece ter uma relação directa com o surgimento das dores de costas, principalmente a lombalgia e a cervicalgia. O excesso d
e Stress ou a exposição prolongada ao mesmo, criam na mente humana uma sensação de ameaça, percepcionada como uma ameaça à vida, em tudo semelhante a uma ameaça física, como se estivéssemos a fugir de um leão na Savana Africana. Esse estado mental, influencia o estado interno, criando uma resposta fisiológica conhecida como resposta de luta ou fuga. Esta resposta visa a sobrevivência do indivíduo, preparando-o para lutar pela vida, ou fugir da situação potencialmente perigosa.
De entre as várias adaptações fisiológicas, podem salientar-se as seguintes:
- adopção de uma postura defensiva, normalmente mais curvada(o) para a frente, no sentido de proteger o tronco (onde se situam os órgãos vitais);
- aumento da tensão muscular, exactamente para melhorar a sua capacidade defensiva;
- aumento da tensão da musculatura do pescoço e trapézios para proteger a região da garganta, pois é onde, naturalmente, os mamíferos atacam;
- aumento da frequência respiratória, tornando-a mais superficial e apical (mais na região superior), o que diminui a amplitude da mobilidade da caixa torácica;
- aumento da tensão da musculatura da mandíbula, com um consequente cerrar ou ranger dos dentes, influenciando a musculatura cervical;
- perda de qualidade do sono, em stress excessivo (ameaça), a cabeça tem mais dificuldade em desligar e o sono torna-se mais vígil.